A conta, passo a passo
Comece pelo preço do serviço. Subtraia o desconto que a cliente realmente teve — cupom, promoção, cortesia parcial. O que sobra é a receita bruta daquele atendimento.
Dessa receita, tire a taxa de quem processou o pagamento: maquininha de cartão cobra percentual por bandeira e por tipo, e parcelado custa mais que à vista. PIX e dinheiro não têm essa linha.
O que restou é o líquido. A comissão da profissional é o percentual dela sobre esse líquido.
Por que sobre o líquido e não sobre o bruto
O desconto é uma decisão do negócio para atrair ou reter a cliente, mas quem financia esse desconto é o caixa. Se a comissão sai sobre o preço cheio, o dono banca o cupom sozinho e ainda paga comissão sobre um valor que nunca existiu.
A taxa da maquininha segue a mesma lógica: é custo de receber, não é faturamento. Nenhum dos dois entrou na conta do negócio.
A regra precisa estar combinada e escrita antes de começar. Comissão é o assunto que mais gera conflito em salão, e quase sempre porque a base de cálculo nunca foi dita em voz alta.
Percentuais praticados no setor
A faixa mais comum em salão e barbearia vai de 30% a 50%, variando com quem paga o material e quem trouxe a cliente. Profissional que usa produto do salão costuma ficar na parte de baixo; quem leva o próprio material, na de cima.
Em modelo de aluguel de cadeira a lógica muda: a profissional paga valor fixo pelo espaço e fica com o atendimento inteiro. Não é comissão, é locação — e a contabilidade é outra.
O que o AgendaPRO faz nessa conta
O percentual é cadastrado uma vez por profissional. A cada atendimento pago, o cálculo sai sozinho sobre o líquido: cupom abatido e taxa da maquininha descontada, com o parcelamento considerado.
Cada profissional acompanha pelo celular o que já recebeu e o que tem a receber, vendo só a própria comissão — nunca o faturamento do negócio.
Na hora de pagar, o fechamento sai por período e fica registrado, com o histórico de todos os pagamentos anteriores.